Existe uma pesquisa amplamente citada no mercado editorial que diz que o leitor decide em sete segundos se vai pegar um livro na prateleira. A decisão não é consciente — é uma resposta ao que a capa comunica antes de qualquer palavra ser lida. O título, a tipografia, a imagem, o equilíbrio entre cheio e vazio: tudo isso fala antes do texto.
Para um livro físico, a capa não é só a frente. É um sistema: a lombada que aparece quando o livro está na prateleira ao lado de outros, a contracapa que precisa convencer quem já pegou o livro mas ainda não decidiu comprar, as orelhas que apresentam o autor e o universo do livro com uma camada de credibilidade que a contracapa sozinha não tem. Para um livro digital, as regras são outras: a capa precisa funcionar como thumbnail de 160 pixels de largura no Amazon KDP e ainda comunicar a mesma autoridade que comunica em tamanho grande.
O design editorial de capa resolve esses dois mundos — físico e digital — sem comprometer nenhum dos dois.
A capa não ilustra o livro. Ela posiciona o livro — comunica para quem é, o que promete e qual é o tom antes de o leitor abrir a primeira página.